Processo Criativo da Música - Marcha Vasco da Gama 2026

Este ano decidi inovar! Fui buscar o melhor que havia nas marchas de Lisboa e tomei três decisões importantes:
- Este ano não haveria cantores: "Só nós sentimos assim" é um tema muito forte para ser interpretado e achei que não fazia qualquer sentido levar cantores, tendo em conta que quem verdadeiramente sente é quem trabalha e quem marcha pela Vasco da Gama. Já sendo algo que queria há muito tempo, decidi não os levar.
- Toda a construção melódica e instrumental teria por base o que É UMA MÚSICA de marcha. Sempre achei as músicas de Quarteira completamente desfasadas face às das "Marchas Mães": são canções engraçadas, mas não são marchas. Desta forma, estive um ano inteiro a estudar e a analisar músicas de marcha e a perceber o que as tornava tão brilhantes e cativantes. Percebi os instrumentos do cavalinho e a forma como estes se comportavam ao longo da melodia, passei essa informação ao nosso produtor e pusemos as músicas em prática!
- Por fim, reparei que em Lisboa as marchas não se ficavam por uma simples música: quando uma começava a chatear, acabava e começava outra! Desta forma aventurei-me, mesmo sabendo que iria complicar a coreografia e estender o tempo final do espectáculo, e tive a ousadia de escrever uma outra canção.
Foi todo um processo criativo muito interessante que eu, pessoalmente, adorei. Tanto o trabalho como o resultado ficaram brilhantes, ao meu ver!
Este ano a melodia foi a parte mais difícil, pelo que a fusão da escola, dos testes, dos trabalhos, mais a composição destas duas músicas demoraram cerca de um mês inteiro até ter a ideia final estruturada. Toda a melodia foi traçada por mim em computador, incluindo até a parte da surpresa, em que decidi que se deveriam manter os instrumentos originais da música, de forma a NUNCA perder a essência instrumental de uma marcha popular e, posteriormente, enviadas para o produtor para que ele fizesse o "enchimento" sonoro em volta da pista original.
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